Chegada ao "Pegasus Hostel", após chuva e muito frio na rodoviaria. Transporte público em greve...
Comunicação preliminar com taxista: Was meldet der Wetterbericht?
Nossa lado, o oriental. Strasse der Pariser Kommune, esquina com a Karl Marx Strasse.
Reconhecimento da área.
Por aqui feirinhas com as sobras dos regimes comunistas do leste europeu: casacos militares, boinas e quépis, brinquedos de lata, moedas, medalhas, estrelas vermelhas e outras sobras históricas, inclusive nazis, meio "mascaradas". O casaco "cold war" do Martinelli o salvou dos dias mais frios.
A torre comunista, vista de todos os pontos do lado oriental. "O olho que tudo vê".
O sol chegando, contrariando a resposta do taxista.
Nosso bairro...
Os Kabarett, teatros com temática política debochada.
Lagartixas? Qual o sentido disso? Cerca de 10 blocos irmãos.
Muitos prédios do bairro, vazios e semi-arruinados, tornaram-se refúgio de estudantes e artistas. Logo após a queda do muro, bastava quebrar um vidro, apossar-se de um apartamento e subir os cavaletes para ser dono de um ateliê.
Telefonando para casa.
Uma Igreja protestante.
Chegada ao Portão de Brandemburgo.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Port%C3%A3o_de_Brandemburgo
Sobre o arco está a "quadriga" (estátua da deusa grega Eirene ou Irene - deusa da paz, em uma biga puxada por quatro cavalos). Motivo de muita disputa, ainda hoje mantém-se voltada para a “Pariser Platz” (do lado soviético).
O Portão une o centro histórico da cidade ao “Tiergarden”, a sede do parlamento e a nova praça “Potsdamer Platz”.
Homenagens aos mortos que tentaram atravessar o muro, do lado oriental para o ocidental.
Note as datas, tão perto da queda da muro...
Reichstag!
Reichstag é o nome do prédio onde o parlamento federal da Alemanha (Bundestag) exerce suas funções.
Foi aqui que Hitler botou fogo e culpou os comunistas, obtendo maior poder numa conspiração ordinária que culminou da decapitação de Van der Lubbe, o bode expiatório.
Com os líderes comunistas presos e deputados comunistas impedidos de tomar seu assentos no Reichstag, os nazistas obtiveram 44% dos votos nas eleições de 5 de março de 1933 e passaram a contar com uma maioria que chegava a 52% no Reichstag, incluído o apoio do Partido Popular Nacional Alemão.
Para chegar à maioria de dois-terços necessária à adoção da Lei de Plenos Poderes (Ermächtigungsgesetz), os nazistas recorreram então a subornos e ameaças aos demais partidos.
Aprovada a lei, Hitler recebeu poderes do Reichstag para governar por decreto e para suspender diversas liberdades civis.
Um belo dia de sol.
O povo adentrando no Reichstag.
E ali perto...
Esquilos! Iguais aos dos desenhos, marronzinhos e com rabão, comendo sementinhas!
Ludwig Van Beethoven, um vienense? Ouro ao alcance das mãos, imagine se fosse no Brasil.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os países ocupados pela Alemanha eram proibídos de ouvir outras rádios que não as indicadas pelo III Reich. Todavia, muitas pessoas desafiavam a proibição para escutar a BBC de Londres, que durante a guerra usou como prefixo as notas iniciais da V Sinfonia de Beethoven, cujas notas - três curtas e uma longa - correspondem a letra "V" - vitória - em código morse. Nesta, como em outras ocasiões, a liberdade foi associada a Beethoven.
Potsdamer Platz. Rafael atravessou o muro!
A Potsdamer Platz é uma importante praça e interseção de tráfego no centro de Berlim.
Esta área foi totalmente devastada durante a Segunda Guerra Mundial e abandonada durante o período da Guerra Fria, quando o Muro de Berlim dividiu seu antigo sítio.
O verde Tiergarten.
Prá onde foi o esquilinho?
Monumento em memória dos judeus mortos. Custo estimado, e rigorosamente respeitado: 27,6 milhões de euros. Deu-se assim um carácter e um peso político a uma iniciativa privada de cidadãos, com o objectivo de "manter viva a memória de um acontecimento inimaginável na história da Alemanha".
Distantes, com uma precisão prussiana, 95 centímetros uns dos outros, os pilares não permitem que duas pessoas caminhem lado a lado no interior do monumento lado a lado.
O objetivo é levar o visitante a avançar sozinho, a experimentar o que significa a solidão, a impotência , o desespero... Para conferir um cariz humano a uma obra que os críticos dizem ser demasiado abstracta para suscitar reflexão sobre a temática do Holocausto, construiu-se um centro de informação subterrâneo composto por quatro salas.
Um dos espaços é dedicado ao extermínio, aos guetos, aos campos de concentração , aos locais de trabalho escravo e as marchas da morte. Noutra sala, o visitante acompanha o destino de quinze famílias, que dão um um rosto aos milhões de vítimas. Através destas biografias é possível vislumbrar a diversidade e a riqueza da vida judaica na Europa antes do Terceiro Reich.
Construído após 17 anos, 12 deles de intermináveis e controversas discussões e cinco para a sua construção. Nunca nenhuma sociedade documentou de tal forma o seu maior crime. Mas também nunca antes tinha havido um Holocausto. Sentir a desorientação das vítimas do Holocausto...
Concebido pelo arquiteto Peter Eisenman, o monumento é como uma floresta de 2711 blocos de betão antracite. Ocupa uma área de 19 mil metros quadrado entre o Portão de Brandeburgo e o Reichtag, a dois passos do bunker onde Adolf Hitler se suicidou a 30 de Abril de 1945. Impossível encontrar localização mais simbólica.
Durante 28 anos, o terreno situou-se na chamada "terra de ninguém" adjacente ao Muro de Berlim construído pelas autoridades da Alemanha de Leste, comunista, durante a guerra fria.
Resquícios do "Berliner Mauer", o muro de Berlim...
Até 89, aqui era a "Terra de ninguém", onde hoje circulam milhares de turistas pela Potsdamer Platz. http://pt.wikipedia.org/wiki/Potsdamer_Platz
Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda.
A tentativa de atravessar o muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar. Hoje a gente vê outdoors publicitários em torno da praça, como esse aí da foto...
O Muro de Berlim caiu na noite de 9 de Novembro de 1989 depois de 28 anos de existência. Veja o mapa da Berlin dividida: http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Karte_berliner_mauer_pt.jpg
Quando o muro "caiu", os cidadãos da RDA foram recebidos com grande euforia na Berlim Ocidental. Muitas boates perto do Muro espontaneamente serviram cerveja gratuita, houve uma grande celebração na Rua Kurfürstendamm, e pessoas que nunca se tinham visto antes cumprimentavam-se.
Cidadãos de Berlim Ocidental subiram o muro e passaram para as Portas de Brandenburgo, que até então não eram acessíveis aos ocidentais. O Bundestag interrompeu as discussões sobre o orçamento, e os deputados espontaneamente cantaram a hino nacional da Alemanha.
Mas nos 28 anos da existência do Muro morreram muitas pessoas. Não existem números exatos e há indicações muito contraditórias, porque a RDA sistematicamente impedia todas as informações sobre incidentes fronteiriços.
A primeira vítima foi Günter Litfin, que foi baleado pela polícia dia 24 de Agosto de 1961 ao tentar escapar perto da estação Friedrichstraße. No dia 17 de Agosto de 1962, Peter Fechter desangrou no chamado corredor da morte, à vista de jornalistas ocidentais.
Em1966, foram mortas duas crianças de 10 e 13 anos. O incidente fatal ocorreu dia 6 de Fevereiro de 1989.
Entrando no Sony Center, obra do arquiteto Helmut Jahn.
Ruínas do que sobrou das paredes de um hotel.
Após a queda do Muro, a praça foi reconstruída e tornou-se um dos mais reluzentes símbolos da nova Berlim.
Passou de terra de ninguém a centro cultural e comercial de proporções gigantescas, com os três grandes investidores - Sony, Daimler-Benz e ABB.
Em apenas cinco anos, o que era uma vasta terra de ninguém transformou-se num enorme centro comercial. Restaurantes, hotéis, lojas, cinema 3D, escritórios, mediateca, escola de cinema e museus são presentemente os principais pólos deste novo centro, inaugurado em Outubro de 1998.
Desde esta data, a Potsdamer Platz é assim. Confesso que tanta modernidad não me atrai tanto a atenção. O seu entorno histórico é bem mais interessante.
Noite no hostel, pesquisas.
Mpas e mapas...
Momento entreternimento.
Ao lado do shopping Alexa, entramos no ON ICE BERLIN.
10 graus negativos!
É uma mostra itinerante - não pergunte-me como...
Vários locais do mundo são representados com gelo esculpido.
Descanso e parada para esquentar as mãos dentro do Alexa Shoppingcenter.
A Berliner Fernsehturm (em português, antena de televisão de Berlim), na Alexanderplatz. 368 metros de altura.
Alexanderplatz, ou como os berlinenses freqüentemente a chamam: Alex.
A torre foi construída entre 1965 e 1969 pela República Democrática Alemã (RDA), e que a usou como símbolo da Berlim governada pelo regime comunista.
O auge da "Alex" ocorreu na década de 1920, quando junto da Potsdamer Platz era o coração da vida noturna de Berlim, inspirando o romance de 1929 Berlin Alexanderplatz e dois filmes baseados nele, o de Piel Jutzi em 1931 e a adaptação televisiva de 15 horas e meia feita por Rainer Werner Fassbinder e lançada em 1980.
A torre é facilmente visível de todo o centro e de alguns bairros de Berlim e continua a ser um símbolo da cidade.
Quando o sol brilha sobre o telhado da cúpula de aço inoxidável da Fernsehturm, a reflexão geralmente aparece sob a forma de uma cruz. Este efeito não foi nem previsível, nem desejada pelos planejadores e pelo governo ateu comunista...
Aqui não sei se tava com umaluva presa ou deixei cair alguma coisa ou era riso mesmo.
Mariankirche, a Igreja de Santa Maria.
Muitos edifícios históricos estão localizados na área em torno de Alexanderplatz, como a tradicional sede do governo da cidade, o Rotes Rathaus, ou Câmara Municipal Vermelha. É a prefeitura de Berlim.
Saudade dos meus gatos, me contento com um jacaré.
As estátuas de Marx e Engels, os dois grandes teóricos alemães do comunismo. O primeiro sentado e o segundo de pé.
Em meio às história e às novas construções e monumentos, aos novos lugares-espaços que se reconstróem a cada trimestre e que fazem uma Berlim nova a cada visita, não acho de forma alguma que esta maravilhosa cidade tenta "abolir as cicatrizes ou congelar as esteiras da História", como citou alguém na internet...
Berlim foi, como cidade-forma (não pessoa ou governo), a grande perdedora da guerra. Não é a grande capital política nem financeira da Alemanha. Mantém firme seu passado e se reconstrói num celeiro de artes e anseios libertários, numa mistura de cultura e história que se multiplica a cada passado, de cada um de seus habitantes do mundo.
Berlin-Mitte!! A área dos museus.
Tesouro da história da humanidade e maior oficina cultural da Europa: cinco museus em um quilômetro quadrado – a Ilha dos Museus em Berlim é a nova estrela no cenário dos museus
A Ilha dos Museus, desde 1999 patrimônio cultural da UNESCO, é uma fonte de tesouro quase inesgotável e, ao mesmo tempo, o maior canteiro de obras da Europa: a realização do projeto de saneamento dos cinco museus durará no mínimo até 2015.
Os acervos dos cinco grandes museus da Ilha dos Museus, cada um de notável exclusividade, nos levam através de 6000 anos de cultura.
Juntos, eles são sem dúvida “o mais importante complexo de museus do mundo”.
São 5 os principais:
O Altes Museum, com a coleção antiga e, provisoriamente também com o Museu do Egito;
A Alte Nationalgalerie, com pinturas e esculturas do século XIX;
O Pergamonmuseum, com a coleção antiga, com o Museu da Ásia Menor e o Museu de Arte Islâmica;
O Bodemuseum, que desponta no lado norte do rio Spree parecendo um navio a vapor, com sua proa arredondada e enorme cúpula, abriga a mais significante coleção sobre o desenvolvimento da escultura européia.
E, finalmente, o Neues Museum, durante dezenas de anos uma dolorosa ruína da guerra, que tinha sido o mais inovador museu por ocasião da sua abertura em 1859.
Os trabalhos de restauração deste último estão em andamento e ele deverá abrir suas portas ao público em 2009, apresentando sua lendária “Sala dos Nióbides”, com suas paredes de vermelho carmim escuro e o teto sustentado por arcos de ferro fundido, pintados com verniz dourado.
GORKI STUDIO BERLIM!!
Homenagem ao meu russinho...
Parte nova do Deutsche Historische Museum.
Deutsche Historische Museum. Vistamos a parte que ia desde a Weimarer Republik (1918 à 1933) até a parte do Regime Nazi, de 33 à 45, depois a ocupação dos aliados, até 49, e daí em diante, até 94.
Onde aqui existem tapumes horrendos, lá coloca-se esses murais simulando a nova fachada do prédio em reforma...
Meu Gorki de novo, mandando recado de saudade...
Saída noturna, pelo bairro oriental.
na entrada do hostel, um dos prédios semi abandonados, estranhos e decadentes por fora, com apartamentos "cools" por dentro.
Paradinha para jantar. Pizza, coca e vodka prá viagem.
A noite de Berlim é absurda. Tem muuuita opção, e não é cara. Existem centenas de flyers e revistas de cultura gratuitas pela cidade, espalhadas nos hostels e gratuitas, de excelente qualidade!
Não dá prá ver direito, estamos no Magnet Club, na Thursday's Child. Duas pistas, total underground, 4 euros prá entrar, sendo 3 para consumir. Devolve a garrafinha no bar e te devolvem 50 cents...
Nesta noite não haviam bandas, só festa mesmo, mas tem festa todo dia. Algumas festas começam as 8 da manhã, muitas, as After Hours são comuns e abundantes. www.myspace.com/magnetclub
É aqui o Festival Internacional de Cinema de Berlim, também na Potsdamerplatz.
Cartazes eletrônicos na Potsdamer Platz, anunciando filmes locais.
Hoje existe no chão uma linha empedrada a marcar o percurso do muro...
Pertinho do Checkpoint Charlie, e da locadora onde pegamos o carro para seguir pela viagem na Alemanha. Em frente ao CheckPoint Charlie tem o Museum Haus am Checkpoint Charlie, onde se pode ver centenas de fotos, documentos, vídeos e outros objetos relacionados ao muro e as desesperadas e inventivas formas utilizadas por alguns moradores de Berlin Oriental, tentando escapar do lado comunista.
Checkpoint Charlie foi o nome dado pelos aliados a um posto militar entre o lado Ocidental e o lado Oriental durante a Guerra Fria.
Museu da comunicação.
Os sinais para os pedestres, rigorosamente respeitados, são famosos e motivos de souvenirs pela cidade (os bonequinhos passantes). O sinal emite também um som, para deficientes visuais saberem a hora de esperar (som mais espaçado) e a hora de atravessar as ruas (som rapidinho). Eficiente, porque é respeitado.
Locao das refeições comunitárias no hostel.
Principal região comercial da cidade,foto do canteiro central da avenida Kurfurstendam.
Local ocidental e sem maiores atrativos, muitas lojas e comércio...
Kaiser Wilhem Gedachtnis Kirche, igreja bombardeada durante a segunda guerra mundial e jamais reconstruída.
Partes do que restou dela...
Marcas dos bombardeios...
Bem à sua frente está situada a movimentada praça Breitscheid, onde neste dia havia uma manifestão de outra guerra e outro sofrimento, de uma outra nação: os kurdos, uma das 3 etnias principais do povo iraquiano, que é basicamente dividido em Kurdos, Xiitas e Sunitas. ...
A igreja destruida com os modernos prédios à sua volta.
A última manhã e o último "café" no hostel...
A calefação de dentro engana, lá fora tava frio demais!
Enquanto Alex e Cláudia foram buscar o carro...
meio que almoçamos pão com queijo e vinho...
Nossa última prada em Berlim.
Mais algumas fotos.
Fui obrigada a pegar mais uma roupa antes de embarcarmos e continuarmos aviagem. E viva o GPS!