1949 / Física: Hideki Yukawa (湯川 秀樹 / 1907-1981), físico teórico e primeiro japonês a ganhar um prêmio Nobel, por sua teoria de 1935, explicando a natureza das forças nucleares fortes por meio da partícula méson, de massa entre as do próton e do elétron, explicando a interação entre cargas elétricas pelo intercâmbio de fótons. Foi professor na Universidade de Quioto, na Universidade Imperial de Osaka, além das universidades de Princeton e Columbia, Estados Unidos.
1965 / Física: Sin-Itiro Tomonaga (朝永 振一郎 / 1906-1979), pelos estudos fundamentais em eletrodinâmica quântica, com profundas implicações na Física de partículas, especificamente pela descobera do método de renormalização. Foi professor na Universidade de Educação de Tóquio (uma precursora da Universidade de Tsukuba) e dividiu o prêmio com dois pesquisadores estadunidenses.
1981 / Química: Kenichi Fukui (福井謙一 / 1918-1998), por seus trabalhos investigando o papel de orbitais de energias mais alta e baixa em mecanismos de reações químicas. Foi professor de Físico-Química na Universidade de Quioto, e presidente do Instituto de Tecnologia de Quioto, além de membro honorário da Academia Internacional de Ciência. Dividiu o prêmio com um pesquisador polonês-estadunidense.
2002 / Química: Koichi Tanaka (耕一田中 / 1959-), único Nobel japonês de “ciências duras” ainda vivo, é um engenheiro que obteve o prêmio pelo desenvolvimento de métodos de identificação e análise estrutural de macromoléculas biológicas. Ficou famoso em 1987, ao apresentar o método “Soft Laser Disorption”, atualmente dirige o departamento de pesquisas da corporação Shimazu em Kyoto. Dividiu o prêmio com um pesquisador estadunidense e um suíço.
1968 / Literatura: Yasunari Kawabata (川端 康成 / 1899-1972), por sua “maestria na narrativa, pela qual com grande sensibilidade expressou a essência da mente japonesa”. Estudou Literatura na Universidade Imperial de Tóquio e buscou promover o movimento literário Shinkankakuha. Seu primeiro romance foi Yukiguni (“O País das Neves”), clássico sobre o amor entre um homem de Tóquio e uma gueixa. Mas o autor considera Meijin como seu melhor romance.
1994 / Literatura: Kenzaburo Oe (大江 健三郎 / 1935-), “que com força poética cria um mundo imaginário, onde a vida e o mito se condensam para formar um quadro desconcertante da difícil situação humana atual”. Seus trabalhos, influenciados por literatura francesa e estadunidense, além de teoria literária, são engajados em questões políticas, sociais e filosóficas, incluindo armas nucleares, não-conformismo social e existencialismo. Estudou Literatura Francesa na Universidade de Tóquio.
1974 / Paz: Eisaku Satō (佐藤榮作 / 1901-1975) foi primeiro-ministro do Japão de 1964 a 1972 (mais longo mandato no Japão), quando introduziu os Três Princípios Não-Nucleares, assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear e repatriou Okinawa, apesar de permitir os Estados Unidos manterem bases no local. Apoiou a ilha de Taiwan, mas recusou a visita de representantes da China. Formado em Direito pela Universidade de Tóquio, dividiu o prêmio com um político internacional irlandês.
1960 / Fisiologia ou Medicina: Sir Peter Medawar (1915-1987), zoólogo e imunologista, ganhou o prêmio pela descoberta da “tolerância da imunologia adquirida”. Filho de libanês naturalizado britânico, Medawar nasceu em Petrópolis, Rio de Janeiro, Brasil, mas, aos 14 anos, mudou-se para o Reino Unido para completar os seus estudos e acabou também se naturalizando britânico como o pai. Perdeu a cidadania brasileira por não ter prestado o serviço militar. Foi pesquisador em algumas instituições, pesquisando cultura de tecidos, regeneração de nervos periféricos e análise matemática das mudanças na forma de organismos que ocorrem durante este desenvolvimento, até chegar a professor na Universidade de Birmingham e diretor do Instituto Nacional de Pesquisa Médica, em Londres.