Foto tirada a partir da varanda dos fundos da pensão de Fleuriza. O relevo leste da cidade revela a altitude do espinhaço da Serra da Borborema. Mesmo em janeiro, quando a fotografia foi registrada, percebe-se a névoa que desce sobre o casario e a vegetação. O caminho de terra é o prolongamento da Rua Rodolfo Pires, mais conhecida como Rua do Bonito. Lá, na ponta do penhasco, vê-se o Hospital, a antiga Fundação Sesp, em cuja maternidade muitos de nós nasceram.
Além do verde exuberante que cirdunda a cidade e dos telhados antigos, vê-se, ao fundo, parte da fachada do sempre presente Colégio Estadual de Areia e a lateral da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, dois ícones da cultura areense, em arquitetura e história.
Esse é o início da Rua da Palha, a Prof. Abel da Silva. Ao fundo, de vermelho, portão de carga da Panificadora Capricho, a padaria de Seu Edgar, hoje comandada pelo seu filho Wilson. A fachada verde-musgo é do bar de Naldo Mousinho, tradicional local de encontro de amigos. O dono do bar, tristemente, torce pelo Campinense. Note-se a antena parabólica, a única saída para quem quer ver TV com sinal de qualidade, na cidade.
Esse é um dos tradicionais becos da cidade: o Beco do Jorge. Ao fundo, parte da fachada da pensão de Fleuriza. Note-se a chaminé da padaria, ainda respirando seu forno a lenha. À direita, o Centro Comercial Braz Perazzo.
A imensidão oeste da cidade. À esquerda, parte da Rua Simão Patrício, a Chã do Galo. À direita, o aglomerado formado pelas Ruas São Pedro, Mãe Senhorinha e Cicinato Cabral. No vale, as ruínas do Banho Quebra, abandonado, solitário.
A Chã do Galo, com a Vila Operária. A árvore central é um representante dos Pau d'arco, aqui Ipê Amarelo. É um contraste quando de sua floração.
A parte de trás da Rua da Palha. Ao fundo ergue-se, em atmosfera medieval, o minarete do Colégio Santa Rita, o labiríntico convento das Irmãs Franciscanas.
As nuvens carregadas, constante agradável no inverno, ensombreando o verde que dá para o leste. Em meus tempos, gostávamos de dizer que, olhando fixamente, do topo da serra, dava para ver o mar. E o vi muitas vezes.
A rua principal, a Rua Grande, Getúlio Vargas, é uma garganta. Ao fundo, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Esse conjunto arquitetônico encontra similares tanto em João Pessoa, como em Olinda. São casarões com fachadas de várias janelas. Nesse momento a chuva deliberou-se sobre nós.
As cores, como vemos em várias fotos aqui, é um ato de coragem na arquitetura areense. As cinco fachadas que se vêem são tão tradicionais como seus donos e moradores do passado. A antiga farmácia de Seu Dermário, no primeiro plano, a a loja de Seu Antonio Teixeira, a agência de passagens de Seu Pedro e o bar de Seu Basto.
A praça 13 de maio. O ponto de taxi, a fachada lateral da loja Decorama. Veja o obelisco, no centro, homenagem ao sesquicentenário da cidade, salvo engano!
Durante muito tempo, e até mesmo agora, três empresas de ônibus traçavam a cidade: a São José, a Bela Vista e Passos. Com a incorporação da passos pela São José, findou-se apenas a Bela Vista e a São José. Na foto, o tradicional ônibus amarelo com detalhes verdes da São José.
O jegue ainda circula pelo centro da cidade, meio ao progresso e as cores fortes do município.
Esse prédio é sensacional. Já foi de tudo, bar, dormitório, casa de morada. Não sei contar bem a história dele, mas ao fundo, sob a escada, à esquerda, fica o Beco de Pedro Marinho, que dá para uma comunidade, nos limites das terras de Seu Zé de Zuza. Em meu tempo havia um campinho de futebol. A cor deve-se à coragem criativa de Adilson e Nazaré. Funciona nele, hoje, a Nazaré Confecções
O Beco da Facada, Rua Coelho Lisboa, e a Balaustrada do Cais, de onde se mira o pôr-do-sol, o ocaso sobre o Quebra.
A loja maçônica é fascinante. Em nosso tempo de criança nutríamos um certo medo desse olho que em várias noites víamos piscar e desaparecíamos em carreira vertiginosa. É uma pena que a comunidade não conheça a história da maçonaria em Areia e seus preciosos serviços.
O outro lado da Rua do Teatro. Depois da casa azul, vê-se a casa de Seu Pedro Perazzo, Encantava-me sua arquitetura.
Casas da Rua do Teatro.
A outra metade da Rua do Teatro. No final da rua, à esquerda entra-se no Beco da Facada e, à direira, vai-se para a Rua do Cemitério.
O Beco do Teatro.
O Beco do Cinema, que vai dar no Banco do Brasil.
O lado de baixo, o outro beco. Nesse Beco, além da sapataria de Manuel Sapateiro, havia a República dos Anjinhos Inocentes.
Este será sempre o Cine Educativo Municipal. Em tudo que for transformado, não será possível apagá-lo de nossas vidas.
A Câmara Municipal, palco de tantas discussões e bate-boca. Dos que passaram por aqui, lembro de João Faixa-Branca e Fernando Leal.
A ermida de São Sebastião da Mata Limpa. Todo dia 20 de janeiro nossa romaria nos levava a pé ao distrito de Mata Limpa para a festa do Santo.
Interior da ermida de São Sebastião: simplicidade e carisma.
Casarão magnífico, típico das casas grandes do interior nordestino. Sempre fiquei deslumbrado com a imponência dessa construção em Mata Limpa.
A rua principal de Mata Limpa.
Ainda a rua proncipal de Mata Limpa. As palmeiras são adereços recentes.
Este prédio já foi muita coisa. Em minha adolescência funcionava o CESD, a nossa boite, comandado por Damac-Som. Damac era a sigla para Damião, Manuel e Cosme, irmãos Paulino.
Lateral direita da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Quantas tardes ficamos sentados à sua sombra, conversando ou bebericando uma brejeirinha.
Registro feito desde o final da Rua Germano de Freitas, a Rua Nova, prolongamento da Rua São José, a inominável Rua do Bode. Vê-se a fachada dos fundos do Mercado Municipal, no alto.