A imundície do Guaíba.
Dia 5 de abril pela manhã, aconteceu um passeio no barco Cisne Branco,
patrocinado pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Porto Alegre,
para verificação dos problemas ambientais no Guaíba.
Além de vereadores, participaram também representantes de associações de moradores e movimentos populares,
entidades ambientalistas e imprensa.
O barco não fez seu tradicional
roteiro turístico, mas sim,
passou pelos pontos mais poluídos do Guaíba.
E o que vimos é simplesmente estarrecedor.
O local onde é feita a captação da água que chega às casas da maioria da população de Porto Alegre
é também onde é despejado o esgoto dos bairros da Zona Norte, que é justamente onde vive a maior parte dos porto-alegrenses.
Isto não é motivo para deixar de usar água da torneira para consumo,
já que ela é tratada,
quanto mais poluída a água,
mais dispendioso é o seu tratamento.
Chegamos a navegar um pouco pelo Rio Gravataí,
que marca o limite norte do município de Porto Alegre,
onde não existe água propriamente dita,
e sim um “caldo”, sem vida alguma.
Muito fedor e muito lixo:
sapatos, garrafas plásticas, caixas…
Algo que, sim, sabemos que acontece mas quase não vemos,
já que viramos as costas e fazemos de conta que não é problema nosso.
Em outros pontos do Guaíba o cheiro não era tão forte, mas também havia muito lixo,
tanto boiando quanto acumulado nas margens.
E, incrível: chegamos a ver
uma tartaruga nadando naquelas águas,
era literalmente a vida
desafiando a morte.
(Texto de Rodrigo Cardia,
do Blog "Cão Uivador",
http://caouivador.wordpress.com
em 5 de abril de 2008)