O bilhete do jet foil. Pagando 256 $HK (cerca de 25 EUR) vai-se de "Super Clas", numas cadeiras ergon«omicas porreiras e com vista do deck superior.
Macau à vista: a ponte da Amizade liga a costa Leste de Macau à Ilha da Taipa, a Sul.
Jet foil atracado. A travessia dura cerca de 1 hora.
Reconfortante ver a nossa língua logo à chegada...
Em Macau é assim: todas as ruas são assinaladas neste bonito formato, em Chinês e Português.
O Instituto Politécnico ao longe, o polícia investido de ajudante de lavador de passeios!
O gigantesco Casino Sands, um dos recentes monstros da nova vaga de Casinos que surgem em Macau como cogumelos desde que o monopólio de Stanley Ho acabou. Os milhões americanos de Las Vegas aterram aqui em força.
Doca dos Pescadores, ou Fisherman's Wharf, as turísticas"docas" de Macau, com lojas, restaurantes, centro de congressos, tudo com uma arquitectura à antiga Portuguesa misturada com umas imitações de edifícios da Antiguidade (até um coliseu romano...).
O lobby exterior do Sands, com uma capacidade exorbitante para deglutir táxis e camionetas carregadas de jogadores viciados que são descarregados nos casinos de Macau à pazada.
Instituto Cultural, a caminho das ruínas de São Paulo
Tudo muito bem indicadinho, e sempre em Português também!
Muro exterior da Fortaleza do Monte, muito perto das ruínas de São Paulo
Apesar de não ser soldado nem altivo, recordei por momentos a nossa História...
Apresento-vos o Emplastro, visto da Fortaleza do Monte. É um edifício monstruoso ainda em construção que pelo seu gigantismo insiste em aparecer no enquadramente de muitas das fotos que se tiram em Macau...
Foi aqui da Fortaleza do Monte que um Jesuíta Italiano cheio de sorte disparou um importantíssimo tiro de canhão em 1622... A bala acertou no paiol do navio almirante Holandês cuja frota cercava Macau. Os Holandeses foram assim derrotados, quando se preparavam para nos gamar Macau... Claro que se o emplastro já existisse nessa altura os Holandeses tinham-se safado!
Mais uma vista do Monte. Ao longe do lado esquerdo, para lá do braço de mar, vè-se a China ("main land")
Macau ao perto, China ao longe.
O Museu de Macau na Fortaleza do Monte. Muito elogiado pelos guias mas eu não tive tempo de visitar: tinha muito para andar em pouco tempo!
E pronto, esta tinha de ser: as ruínas da igreja de São Paulo. O seu estado actual deve-se dever a ter mau Feng Shui...
Por duas vezes destruída por incêndios ao longo dos séculos (o primeiro em 1601), resta a fachada trabalhada por artesãos... Japoneses! Uns Nipões católicos que fugiram de Nagasaki...
Quem está ao cimo da escadaria das ruínas de São Paulo não escapa à visão do Emplastro!
As imediações de São Paulo são bem bonitas e muito movimentadas com turistas e locais.
Perto de São Paulo
Na zona de São Paulo abundam as "Mercearias" e "Pastelarias". Vendem-se as iguarias típicas "Portuguesas", tais como os "coratos"...
...e os pastéis de nata, claro!
Lá está uma "Merce Aria", do lado direito.
Católicos mas não completamente... Maioritáriamente acho que a população aposta em vários carrinhos, religiosamente falando...
Andando pelas ruas, de São Paulo em direcção a São Domingos e ao Largo do Senado.
A calçada portuguesa é bem bonita.
Varandas lindas perto de São Domingos
A Igraja de São Domingos, do século XVII.
Perto do Largo do Senado, um bulício de gente e lojas.
Pharmacia Popular. Este tipo de toponímia está muito bem conservada em Macau.
Em pleno Largo do Senado a Santa Casa da Mesiricórdia é um dos edifícios mais bonitos da zona.
Panorâmica do Largo do Senado, com o edifício do antigo Leal Senado ao fundo à direita. Agora alberga o Instituto para os Assuntos Cívico e Municipais.
Ainda no Largo do Leal Senado. Vale a pena ir olhando à volta.
Ibidem...
Os advogados locais devem ser verdadeiros heróis, movendo-se nos meandros do Direito Português e Chinês ao mesmo tempo...
Olhando à volta no Largo do Leal senado...
De novo o Leal senado própriamente dito. Chamado de Leal como reconhecimento pela insistència de Macau em se manter independente de Espanha durante os 80 anos de Filipes em Portugal entre 1580 e 1640. Mas este reconhecimento só foi auferido por D. João VI em 1809! Si, João VI, o tal que de Lealdade percebia a potes e que fugiu para o Brasil quando os Franceses nos invadiram...
Os Taxis apresentam-se bicolores como os nossos antigos,os autocarros é que não lembram nada de especial.
Continuando o passeio do primeiro dia. Escadinhas engraçadas há também em Macau.
Mais uma varanda para a colecção.
No largo da Sé de Macau.
A Sé de Macau, que em 1850 foi nomeada a Igreja sede da diocese de Macau. Só a Diocese de Macau? Bem, nessa altura a Diocese de Macau englobava a China, a Coreia e o Japão...
Nas imediações da Sé.
De vez enquando lá aparecia o Emplastro a espreitar...
Já cá mais embaixo, a Sul do Leal Senado, no cruzamento da Av. Infante D. Henrique com a Av. da Praia Grande.
Esta zona é a mais moderna da cidade, mais "comum", digamos.
Tinha que aparecer uma estátua "a la Estado Novo"
O Teatro Pedro V, belo exemplo de arquitectura do Século XVIII.
A entrada de cima do Seminário de São José. Acho...
idem
Não estava longe da Rua da Alfàndega, perto do Teatro de Pedro V, na zona Sudoeste de Macau.
idem, mantendo a rota Sudoeste.
Surgem aqui e ali uns becos bem portugueses... Os nossos "Pátios".
Ao passar perto do Seminário de Sáo José, um grupo de outra religião preparava-se para formar um Dragão.
Entrada para o espaço da Igreja de São Lourenço.
Na Igreja de São Lourenço tinha acabado de haver um casamento. Anglo Saxónico por sinal. Mas Católico de credo, acho...
A Igreja de São Lourenço nasceu em 1560, em madeira, mas o edifício presente é de 1803 e reconstruído pelo menos duas vezes depois dessa data.
Uma bandeirinha sobre um edifício oficial )penso que se tratava da sede do Governo regional), trazendo-me de repente de volta à realidade: estamos na China!
Cá está a dita cuja Sede do Governo.
De volta à marginal Av. da Praia Grande, com os pés em brasa, a precisar de volta ao hotel para massagens e descanso durante um par de horas antes de sair à noite.
Andando de volta ao hotel, passo pelo BNU... O Banco Nacional Ultramarino já não existe em Portugal (foi absorvido pela CGD) mas em Macau a marca continua! E para mim tem um significado especial...
Casa... Ou seja, o Casino e Hotel Rio, onde fiquei em Macau.
As Casas de Penhores pululam nas imediações dos casinos, claro...
Já à noite, a pé perto do Casino Rio, a caminho do famoso Lisboa.
Casinos, casinos...
Eis senão quando... Descobri a toca do emplastro!
Cá está o novérrimo Casino Grand Lisboa, a dois passos do Lisboa, autorizado a abrir as portas antes de estar terminada a gigantesca torre que albergará o hotel respectivo. É essa torre, supostamente a sugerir a forma da flor de lotus, que durante o dia assume a sua identidade de Emplastro para assombras as lentes dos fotógrafos de ocasião por toda Macau!
O Casino Lisboa sim, já parece pequeno e antiquado, mas é a "coisa verdadeira"!
Esta foto não podia faltar!
Já nas imediações do Sandes, nas Docas dos Pescadores de novo, preparando-me para juntar-me à Festa Angolana do 11 de Novembro no Centro de Congressos.
A Ponte da Amizade ao fundo, vista das Docas dos Pescadores.
Dia 11 de Novembro, ressacado e com poucas horas de sono mas cheio de vontade de me atirar novamente às ruas de Macau!
De volta à zona Sudoeste, o Miradouro da Penha é uma paragem muito recomendável. Mas para lá chegar sobe-se à brava...
Uma vista idêntica à do dia anterior, virando-me para Norte para ver Macau com China ao fundo à esquerda.
Agora nos jardins do Palácio do Bispo, mesmo ao lado do miradouro da Penha mas virado a Sul, com vista para a terceira ponte que liga à Taipa. Esta é a que está mais a Oeste, saindo de perto da Torre de Macau e Centro de Convenções.
O Palácio do Bispo. O maior exemplo do género na Ásia à excepção das Filipinas (onde "nuestros hermanos" também se destacaram em beatice). Séculos atrás era aqui que se comandava todo o esforço missionário da Igreja Católica na Ásia inteira.
Emplastro ao longe.
Por uma vez o Emplastro é fotografado como actor principal...
Ainda no Palácio do Bispo, olhando para baixo na encosta Sul.
O jardim do Palácio do Bispo é bem agradável.
Da Penha fui descendo para Noroeste, descendo a Rua do Lilau para chegar ao pitoresco Largo do Lilau, o cantinho de que mais gostei em Macau!
No Largo do Lilau, olhando para a Rua do Lilau que tinha descido.
Os edifícios do Largo do Lilau lembraram-me o prédio dos meus avós na Barão de Sabrosa em Lisboa e esse visual anos 20 ou 30 contribuiu para o facto de o Lilau me ter caído no goto.
Ainda o Largo do Lilau, com uma fonte modernaça que não afecta a graciosidade do local.
O quiosque do Largo do Lilau.
E uma lojinha de plantas...
Bom, esta é a última do Largo do Lilau...
Descendo para Sul. Um edifício de apartamentos mais "asiático" e menos português...
Depois de palmilhar Calçada da Barra a baixo desenboquei na desafogada Rua do Almirante Sérgio, a marginal da costa Oeste.
Onde me aguardava um animado espectáculo de foclore!
Perto da Rua do Almirante Sérgio o Templo dedicado à Deusa A-Mah é um "must"
Os crentes no templo de A-Ma. Este templo já cá estava quando a China cedeu Macau a Portugal e dziem que já data da Dinstia Ming. A Deusa A-Ma é a patrona dos pescadores.
A-Ma
Os crentes acreditam (por definição...) que esta inscrição foi feita pelos fundadores do templo, que aqui chegaram com a Deusa de junco, vindos da provincia de Fujian acossados por um tufão. Conseguiram safar-se e a Deusa subiu a colina e ascendeu aos céus neste local.
Na entrada do Museu da Marinha, onde não entrei.
Estátua da Deusa da Mesericórdia, Kun Iam, da artista portuguesa Cristina Leiria. Fica na Av. Marginal Baía Nova, em pleno NAPE, a parcela rectangula de terreno conquistado ao mar onde aterraram muitos dos novos casinos (como o Rio onde me hospedei) e a Doca dos Pescadores (no extremo Leste do NAPE).
O mar e a Taipa nas minhas costas, as rectilíneas avenidas do NAPE à frente.
Na Av. Marginal Baía Nova, NAPE.
A cidade já se preparava para o famoso Grande Prémio de Macau, que teve lugar no fim de semana seguinte à minha passagem: vejam os rails reforçados nas ruas que constituem o percurso da corrida.
A "torre de controle" (e boxes?) do Grande Prémio estão no extremo Leste do percurso, mesmo ao lado to terminal do jet foil.